PRECISAMOS FALAR SOBRE AUTOESTIMA: não se nasce mulher, torna-se mulher

Que atire a primeira pedra a mulher que, ao menos uma vez na vida, não se olhou no espelho pela manhã e se julgou feia ou desinteressante por alguns instantes – mesmo que por uma pequena fração de segundos. Clichê? Sim, mas um clichê assustadoramente real que, de irrelevante e descartável, não tem nada. Afinal, durante a nossa vida toda escutamos por diversas vezes a palavra “autoestima”, mas poucas vezes paramos para refletir sobre o seu sentido mais autêntico, que nada mais é do que gostamos profundamente de nós mesmas, independentemente dos fatores externos.

Parece óbvio, mas na correria do dia-a-dia, essa ideia pode acabar nos escapando sem nos darmos conta. Se até alguns anos atrás já era comum nos depararmos com fotos de corpos esculturais (e muitas vezes irreais, retocados em programas de manipulação de imagens como o “Photoshop”) em revistas e jornais, hoje o cenário é ainda mais preocupante. Redes sociais como Facebook e Instagram nos bombardeiam diariamente com imagens de vidas perfeitas, corpos exageradamente malhados e viagens a lugares paradisíacos. Diante de conteúdos tão apelativos, precisamos ter a autoestima muito bem trabalhada para não nos deixarmos afetar. E o melhor caminho para chegarmos a este lugar e mantermos nossas mentes saudáveis é nada mais nada menos do que o autoconhecimento.

Para se sentir feliz com seu próprio corpo, é preciso antes de tudo estar à vontade com você mesma. Vou te contar um segredo: você tem a liberdade de ser exatamente do jeito que é! Se desprenda de qualquer regra ou padrão estético. Ao invés de se comparar com outras mulheres, crie seu próprio padrão de beleza e acredite nele. Um exemplo de autoestima, foi assim que a revolucionária Frida Kahlo se superou. Conhecida pelas sobrancelhas espessas, a artista mexicana estava longe de ser perfeita para o padrão da época mas, ao invés de mudar para agradar os outros, assumiu-se do jeito que era, com suas peculiaridades e excentricidade e encantava homens e mulheres. Por isso, antes de olhar-se no espelho, lembre-se o quão livre – de corpo, mente e espírito – você é.

Aceitar-se não significa que você não possa cuidar de si mesma. Tratar seu corpo com atenção e carinho também é um ato de amor próprio, contanto que você sempre respeite seus limites. Esqueça o conceito de perfeição, ele simplesmente não existe! A ideia é descobrir o que há de mais lindo em você e aprender a valorizar esses pontos. Tem uma boca bonita e bem desenhada? Jogue-se no batom vermelho sem medo. Quanto mais autoconfiante você se tornar, mais perceberá que a verdadeira beleza está em nossas pequenas singularidades. Atualmente, diversas estrelas e ativistas apoiam o movimento body positive, que prega a aceitação do corpo como ele é. Uma das mulheres que defende essa causa é Khrystyana Kazakova, participante do programa America’s Next Top Model. De formas amplas e voluptuosas, ela não tentou em momento algum atender os padrões da indústria da moda; pelo contrário, mostrou orgulho de seu corpo, o que a levou a ficar conhecida e ser admirada mundialmente.

Finalmente, é imprescindível termos consciência do papel que nós, mulheres, ocupamos na sociedade hoje, pois isto está diretamente relacionado com nossa autoestima. Como afirmou certa vez a escritora Simone de Beauvoir,não se nasce mulher, torna-se mulher”. Isto significa que nascer nos dá a existência, mas não nos atribui a nossa essência, ou seja, não nos torna aquilo que somos de fato. Por isso, lembre-se que a escolha é sempre sua e esqueça qualquer conceito ou regra pré-estabelecida de como você ou seu corpo deveriam ser. É você quem cria a sua própria essência ao longo da sua vida. Em suma, ao invés de prender-se em pensamentos negativos, aproveite a experiência incrível e libertadora que é ser mulher!   

Tem alguma dica para melhorar a autoestima? Conte pra gente nos comentários e até o próximo post!

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