Autoestima no seu sentido mais autêntico

Olhar-se no espelho e gostar do que vê é bem dolorido para muitas pessoas. Falar sobre autoestima ainda não é fácil, vivemos em um momento onde fotos no Instagram mostram a roupa perfeita, a maquiagem perfeita, o corpo perfeito. Pensamos até que a grama do vizinho é sempre mais verde e falo por mim mesma.

Aos doze anos tive minha primeira espinha, lembro que queria me livrar logo dela e me livrei da pior maneira. Depois disso, parecia que não acabava mais! Passei minha adolescência inteira com problemas de acne de grau II e III, com espinhas enormes e vermelhas. Usava todos os produtos disponíveis no mercado e receitas caseiras, mas só fui me livrar das inimigas quando tomei Roacutan pela primeira vez aos 20 anos.

Algumas pessoas até podem achar frescura, ouvi muito isso quando era nova. A sensação de não conseguir se olhar no espelho, sair ou até ir pra escola, era um tormento. Sofri muito, confesso que não sofri bullying diretamente mas notava os olhares de nojo das pessoas. Uma das piores sensações…

Minha autoestima piorou com um término de relacionamento, depois disso foi difícil me reerguer. Não conseguia me olhar no espelho de novo porque tinha perdido muito peso, fiquei mais magra do que já era e as espinhas voltaram. Foram dias complicados, mas a frase “o tempo cura tudo” é a mais pura verdade.

Meu processo de aceitação com meu corpo e minhas espinhas não foi fácil, aliás não é fácil para ninguém. Aceitar-se está muito além da estética, já conheci meninas incrivelmente lindas e com a autoestima muito baixa. Comecei a perceber que a autoestima começa na nossa mente, como dizem “mente sã, corpo são.” Comecei a fazer terapia e sempre tive um pouco de receio, confesso!! Não é o medo de se abrir, é o medo da mudança sabe?

O medo do novo, o medo de não dar certo, o medo de não conseguir. Não veja a terapia como um recurso para pessoas problemáticas. Faça!! É um excelente caminho para se conhecer melhor, aceitar seus defeitos, ter equilíbrio emocional e resolver pendências emocionais do passado e presente.

Depois que comecei a terapia, eu fui para a academia também. Não foi só para ganhar a massa corporal que eu precisava mas para colocar minha mente em ordem. Fazer atividade física não melhora só seu corpo como a sua autoestima, alivia a ansiedade e “as neura” da nossa cabeça. Por isso: exercite-se! Não falte na academia, faça aula de dança, tente yoga, caminhe se a grana estiver curta…levanta desse sofá, garota!!! Mantenha-se em movimento!

Aceitar-se é uma tarefa diária, se olhar no espelho todos os dias e dizer: “Sou maravilhosa!!”, mesmo quando você não se sente. É um exercício que todas nós devemos fazer até acreditar nessas palavras. Não me sinto bonita todos os dias, aceito minhas marcas de cicatriz da acne quando elas aparecem nas fotos ou o meu quadril que eu sempre escondia por achá-lo grande. Com o tempo percebi que sair na rua sem maquiagem ou quando aparece uma espinha já não é mais um sacrifício, é libertador!!

Querer mudar alguma coisa no nosso corpo ou no visual, é algo normal. Sempre queremos estar mais bonitas, mas acho que isso não deve pesar, sabe? Essa sensação não deve comandar sua vida, essa busca pela perfeição estética. Ninguém é perfeito, ninguém tem a vida perfeita do Instagram!! Aliás, falando em Instagram, use a ferramenta ao seu favor, há vários perfis de meninas bacanas para seguir e se inspirar.

Mulheres como Carla Lemos do blog Modices ou a Maqui Nobrega, parceira da Karol Pinheiro. São mulheres fora do padrão que a sociedade impõe, e que vieram para quebrar esses padrões de perfeição. Eu também vejo exemplo de vida da modelo e blogueira Paola Antonini, que perdeu a perna após ser atropelada. Óbvio que não foi nada fácil, mas a vontade de ser feliz é maior do que tudo e o fato de perder uma perna não a impede de nada.

Vamos parar de achar que temos que estar sempre perfeitas, que as pessoas nas redes sociais são perfeitas, vamos começar a enxergar a beleza na imperfeição. Tente encontrar o que é perfeito para você!! Seu cabelo curto que incomoda os outros? Uns quilinhos a mais que não fazem diferença? Então está perfeito…a vida fica muito mais leve quando a gente se aceita e não se importa com a opinião alheia, porque você é a pessoa mais importante da sua vida.

E você, se identificou com o texto? Conta aqui nos comentários a sua experiência e ajude outras mulheres a se empoderarem também! Até a próxima.

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