Padrão de beleza

Por Ana Cconrado

Algumas amigas minhas sempre me diziam que “ser eu” era fácil, pois eu me encaixava no “padrão de beleza”da sociedade. Loira, magra, tinha seios grandes, cintura fina e bunda avantajada. Sim! Eu me enquadrava no perfil.

Padrão de beleza
Mas o que elas não sabiam é que eu fui jogada na “competição feminina” e desde sempre ouvi:
– “A Ana é linda, mas a fulana é mais bonita que ela, e a beltrana é mais feia.”

Isso foi horrível pra mim.

Primeiro, porque meu corpo se desenvolveu quando eu tinha apenas 10 anos. Por isso, fui frágil e caí na opinião alheia e logo larguei meus brinquedos. Eles foram trocados por brincadeiras de namoro, beijo na boca…
Tudo isso me fez crescer antes do tempo e me tornar adolescente sem entender muito bem o que era aquilo. Com o tempo me coloquei em situações de risco e até vergonhosas.

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Quantas vezes ouvi a frase:

– “Você vai me deixar assim?”
– “Olha como eu estou por sua causa.”
Frases típicas de homens machistas, chantagistas que fariam de tudo pra me convencer a transar.
Quantas vezes beijei sem querer beijar, transei sem querer transar? Inúmeras. Porque não era forte e madura para entender que eu tinha o poder do “NÃO”.
Mas o que eles iam falar de mim depois? Se eu dissesse não, será que ele iria me amar, ou continuar comigo? Eram questões que me vinham à cabeça. Questões essas que nem deveriam existir.

Mas nossa cultura nos impõe um relacionamento e diz que a mulher deve servir ao homem.
Mesmo eu tendo grande influência matriarcal, ainda sim, parte da minha família é extremamente machista.
Família típica da Zona Oeste, com os costumes de novelas e Domingão do Faustão.
E tudo o que se ensina nesses programas é que devemos nos casar e sermos inteligentes para manipular o homem de forma que ele ache estar certo, mas faça o que a mulher pede. Resumo: jogos de relacionamento, manipulação sem diálogo, falta de transparência na relação…
E nisso tudo fui crescendo…

Com o tempo, já não conseguia olhar uma mulher bonita na rua sem aquele olhar de competição.
Isso é horrível!
Toda mulher que eu via só pensava: “Sou mais bonita que ela.” ou “Ainda bem que meu namorado não está aqui.” ou até mesmo: “Será que ele vai achar ela mais bonita que eu?”. Insegurança gerada pela falta de confiança no homem e falta de autoestima.

TUDO ERRADO!!!

Quando comecei a me ver no espelho após 3 gestações, comecei a aceitar as marcas em meu corpo. Quando me encarei com meus defeitos e qualidades… vi que tudo isso não era uma competição.

EU SOU BONITA COMO SOU. E NÃO HÁ NINGUÉM MENOS OU MAIS DO QUE EU.
CADA UMA CARREGA A SUA BELEZA!

Padrão de beleza

Hoje, quando vejo uma mulher lindíssima na rua, trato logo de pensar: “Que linda! Ela tem a beleza dela e eu tenho a minha, que bom!”.
E sigo meu caminho com a sensação de que essa é a atitude certa.

Podemos mudar nossa visão e mudar nossos costumes. É só uma questão de exercício mental, consciência e posicionamento.

E você? Como se sente diante dessa sociedade que estimula a competitividade feminina e impõe um padrão de beleza irreal para a genética diversificada que temos em nosso país?

Insta: @anacconrado3

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