A pauta
Quando recebi essa proposta de pauta da Com Sensual pensei: “ai minha deusa, moda praia/fitness…logo eu…que passo aaaanos com o mesmo biquíni! Eu que não acompanho ou sigo de perto as tendências para as próximas estações, que sou vista como estilosa mas apenas me visto confortavelmente…” mas também acho que nessa vida nada acontece por acaso. Então, entendi esse pedido como um caminho para observar melhor esse universo que frequento tão pouco, mas faz parte da minha vida desde sempre. Nesse post você aprenderá que a moda íntima praia e fitness é muito pessoal e depende de cada tipo de corpo e preferência!
Seguindo o lema “companheira me ajuda, que eu não posso andar só, eu sozinha ando bem mas com você ando melhor” pedi ajuda às mulheres poderosas que me cercam e reuni informações pra gente não falar sobre moda praia/fitness apenas na intenção de “essa marca eu curto” ou “o que? Essa marca aqui? Nem pensar…” mas também ou principalmente sobre como é consumir, adquirir, vestir as ofertas que o mercado oferece hoje em dia. Ele busca nos atender, nos contemplar ou ainda nos vê somente como consumidoras em potencial? Ele se preocupa com a diversidade dos tipos de corpo?

Dificuldade em encontrar as peças ideais
Descrevendo meu corpo para que você entenda: sou alta, com costas e quadris largos e seios pequenos. Logo, comprar biquínis, maiôs, shorts ou tops nunca foi uma tarefa muito fácil. Afinal, aperta aqui, sobra acolá, cabe em cima mas não cabe embaixo (e vice-versa). Mas a etiqueta diz que é G…. baseada em quais moldes? Felizmente estamos num mundo que cada vez mais vem se assumindo e entendendo o significado de “plural”. Todavia vejo que atualmente, temos mais ofertas, opções e alternativas para encontrar a roupa que nos contempla. Mas, para não vagarmos apenas pelo “Fantástico Mundo de Aline”, trouxe algumas amigas e suas questões.
Jaqueline Sant’ana é socióloga e toca comigo no Baque Mulher RJ. Falamos sobre ela ter ou não dificuldade para comprar seus summer dressings. “Já tive dificuldade demais. Apesar de algumas marcas venderem peças bonitas online, o preço nem sempre ajuda. Rolam também uns bazares plus size onde vão marcas pequenas com muita coisa legal, mas ainda é bem nicho”. Ela também comentou sobre o fato de que as lojas físicas de algumas marcas populares até possuem produtos que ela compraria, mas a oferta de opções é muito menor “só tem uma peça ou outra”.
Garimpando: por que não ter mais opções?
Perguntei pra Jaque se ela se sente contemplada pelo atual mercado da moda e ela me disse que mais ou menos. “A gente tem que garimpar um bocado pra achar algo que não custe um rim. Até porque o que é produzido em larga escala e acaba custando menos, tipo made in China, é bem limitado de tamanho”. A partir disso concluímos que ela tem como opções de compra as lojas online e os brechós plus size, mesmo não sendo um nicho de mercado tão amplo. E infelizmente as lojas físicas não oferecem tantas opções como as online. Mas, de toda forma, hoje em dia há um pouco menos de dificuldade para consumir moda praia/fitness.

Isa Carral, é advogada, também toca comigo nos maracatus da vida e no caso dela a questão é outra: “eu tenho o mesmo biquíni há anos. Não que ele caiba direito em mim, mas pelo menos esconde as vergonhas (risos) e agora pedi pra Vó (como carinhosamente chamamos nossa amiga Paula Cerutti, que arrasa no crochê) fazer um para mim”. Para Isa a maior dificuldade é que ela não encontra biquínis no seu tamanho. Quando encontra, geralmente tem que comprar a parte de cima e a de baixo juntas e para o seu corpo a parte de baixo tem que ser menor que a de cima. “E eu nem entro em lojas caras, então não sei se tem meu tamanho lá (risos)”. Então, no caso da Isa comprar sob medida é a melhor alternativa.
O biquíni curinga
Além disso, percebi que ao longo do tempo optei por algumas dessas alternativas que Jaque e Isa citaram…já tive o mesmo biquíni por anos! Assim como já cogitei comprar online e hoje em dia me dou bem com as lojas que permitem comprar a parte de cima separada da de baixo. Confesso que fui à loucura quando, numa das lojas de uma rede mundial de material esportivo, tive a oportunidade de comprar biquínis baratos onde meus quadris e seios cabiam perfeitamente.
Sinto que mais uma vez o mercado tem buscado, ainda que lentamente, atender aos nossos variados desejos e corpos. A Jaque disse que achava legal “ressaltarmos como é importante a relação entre roupas e acessibilidade” . Ainda mais porque infelizmente há muita “gente que não vai aos lugares porque não consegue achar algo que sirva legal” então, acho que nessa nossa aventura pelo mundo da moda praia/fitness precisamos consumir o que nos faz bem e nos agrada! Assim, fazemos nossa própria moda e damos um belo exemplo para as gerações futuras.
Querida leitora, já passou por uma situação parecida? Você também teve um biquíni a vida toda? Ou segue a moda à risca? Me conta? Beijos e até breve!