O fetiche invadiu a moda. Saiba como misturar as peças

A moda vem sendo instrumento de representação do mundo há muito tempo. Uma dessas vertentes inclui o fetiche, uma representação da fantasia pessoal que flerta com a moda há décadas e que vem aparecendo cada vez mais.

Pra saber mais sobre essa dupla dinâmica, segue comigo!

O que é o fetichismo?

Para entendermos melhor sobre o tema, precisamos saber o significado de fetichismo.
De acordo com o dicionário Michaelis, fetiche significa:

1 OCULT Objeto ao qual se atribui poder mágico ou sobrenatural e a que se presta culto 2  MED, PSICOL Qualquer objeto, geralmente peças do vestuário, ou parte do corpo que se acredita apresentar qualidades mágicas ou eróticas.

O fetiche invadiu a moda. Saiba como misturar as peças.

E de acordo com o CID-10, fetichismo é:

Dependência de alguns objetos inanimados como um estímulo para excitação e satisfação sexuais. Muitos fetiches são extensões do corpo humano, tais como artigos de vestuário e calçados. Outros exemplos comuns são caracterizados por alguma textura particular, tais como borracha, plástico ou couro.

Os objetos-fetiche variam em sua importância para o indivíduo: em alguns casos eles servem simplesmente para intensificar a excitação sexual alcançada por meios comuns (p. ex. ter parceiro usando uma determinada peça de roupa).

Agora que compreendemos um pouco melhor, podemos seguir!

O fetiche invadiu a moda. Saiba como misturar as peças.

Do espartilho no século XVI aos movimentos nos anos 70

O espartilho é uma peça que já existia antes mesmo do século XVI. Entretanto, era utilizado apenas como roupa de baixo para dar proteção e sustentação ao corpo. Foi a partir do início do século XVI com a expansão do Renascimento que a peça ganhou novos ares.

As peças ganharam volume, novos cortes e ficaram muito mais ajustadas para delinear o corpo da mulher. Por ser um grande símbolo sexual, principalmente ligado às cortesãs e seu estilo de vida e liberdade, o espartilho se tornou um fetiche tanto feminino quanto masculino.

Na década de 40, a peça ganhou maior status de sensualidade com as pin-ups e artistas da época, como Marilyn Monroe. Daqui partimos para os anos 60, com o surgimento de botas de couro, salto, cano alto e amarras. E, finalmente, para os anos 70, marcados pela busca da liberdade e quebra de tabus.

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Com o movimento punk em 1970, havia o intuito de fazer “uma denúncia social e trazer a cultura do sadomasoquismo era uma forma de agredir a sociedade”. A estilista Vivienne Westwood foi figura fundamental naquele momento. Aliás, ela trouxe de volta o espartilho, couro, látex e elementos do S&M em sua loja SEX.

De Versace “Miss S&M” até os dias de hoje

Pois em 1990, o estilista Jean Paul Gaultier resgatou o espartilho numa criação icônica para Madonna, que o usou em sua turnê Blond Ambition. Mas o grande boom foi em 1992, com o desfile Miss S&M da grife Versace.

Essa coleção, inspirada no universo BDSM, foi repleta de couro, amarrações, fendas e muita sensualidade. Foi dessa forma que o fetiche veio retornando ao cenário da moda e ao mundo pop.

No desfile de outono 2019 da Versace, a grife reinterpretou o famoso vestido da década de 90 e adicionou mais elementos que inspiraram sua criação. Aliás, o desfile da Gucci na mesma temporada incluiu muitas máscaras de couro e colares com spikes. Então, da mesma forma seguiu o desfile de verão de Alexander Wang, apresentando máscaras de renda e metal que imitavam mordaças.

Além disso tudo, o fetiche começou a aparecer representado por grandes celebridades e artistas do cenário pop, como Rihanna – e sua linha Savage x Fenty – e Kim Kardashian. Entretanto, o fetiche hoje aparece de forma mais sofisticada, adaptado ao novo cenário social.
Ou seja, a libertação do corpo feminino, a maior exposição da sexualidade e conteúdos eróticos, a sintonia da mulher com o próprio corpo e vida. Tudo isso vem sendo de grande influência no modo como vemos o fetiche nas vitrines hoje.

O fetiche no nosso comportamento

O fetiche invadiu a moda. Saiba como misturar as peças.

Bati um papo rápido com a psicóloga Melissa Schmidt para saber se ela acha que o fetiche invadindo o cotidiano tem alguma relação comportamental.

Segundo ela, “o fetiche faz parte do cotidiano de cada um e isso se transfere para a moda. Mas hoje em dia temos muito mais opções de tendências do que em séculos passados. Pois fetichistas podem escolher a moda que mais se encaixa com seu fetiche específico.”

Há vários tipos de fetiche, incluindo os que envolvem um tipo específico de material ou objeto, como sapatos, couro, fantasias, látex e etc. Perguntei para Melissa o que geralmente pode levar alguém a querer associar o fetiche no cotidiano.

Para a psicóloga, “é comum escolhermos fantasias baseadas em nossos fetiches. Mas no dia a dia também. Uma pessoa escolhe algo para vestir por identificação e muitas vezes esse processo envolve os fetiches”.

Onde encontrar

Se depois de todo esse papo sobre fetiche você ficou com vontade de experimentar algumas peças, eu vou te ajudar. Separei algumas lojas bem bacanas onde você pode adquirir peças lindas!

Shop Com Sensual

O nosso site tem peças lindas com aquela pitada fetichista. Bodies, sutiãs e meias calças com renda, transparência, cinta liga e até chokers, como nesse lindo body de renda.

Janiero Body of Colours

A Janiero tem peças incríveis e já até falamos dela aqui. Aliás, as suas lingeries possuem tecidos incríveis e você pode encontrar tules, chokers, adornos com piercings, tiras e muito mais.

Madame Sher

Mas não tem como falar de espartilhos no Brasil sem citar a Madame Sher. Porque essa loja é pioneira em corsets no país! Além disso, os seus produtos são da mais incrível qualidade. Os modelos são personalizados e lindos de viver!


Então, o que você acha de o fetiche invadir cada vez mais as nossas vitrines? Aliás, você tem alguma peça nesse estilo ou tem vontade de adquirir? Me conta aqui nos comentários, vamos conversar!

Beijos e até a próxima!

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