MODA E SUSTENTABILIDADE

2. MODA E SUSTENTABILIDADE

Neste segundo capítulo abordamos sobre sustentabilidade e moda, consistindo das preocupações sustentáveis em geral, suas pioneiras e idealizadoras e as primeiras publicações no mundo sobre a moda ecológica.

Então seguiremos nos próximos capítulos com algumas marcas famosas aderindo à moda sustentável, das formas de comércio abrangendo a sustentabilidade, além de métodos conscientes de produção e a importância do design no  prolongamento deste movimento, o fashion revolution.

E ainda, como esses dois termos conseguem seguir juntos, com soluções viáveis para que o mundo sofra o menor impacto possível pela produção desenfreada do vestuário.

A conscientização da sustentabilidade

Na história econômica até recentemente, a natureza servia prioritariamente para produção e para consumo, sem que se questionasse sobre possíveis problemas futuros.

Por conta disso fomos perdendo a consciência da nossa conexão direta com a natureza, já que fazemos parte da mesma, sendo fundamental para a manutenção da vida, assim como: plantas, águas, animais racionais e irracionais.

Deixamos de nos ver como parte da natureza e do outro. Assim, esquecemos nosso propósito com o planeta. Já que as pessoas e as organizações procuravam construir suas necessidades e riquezas imediatas apenas para satisfazer seus próprios interesses. E tudo começou a ruir. Basta atentarmos para as espécies da flora e da fauna ameaçadas de extinção e do aquecimento global responsável pelas mudanças climáticas que vem ameaçando mares, rios e a vida nas suas encostas além dos fenômenos da natureza cada vez mais intensos.

O Dia da Terra, criado em 1970, foi devido as atividades produtivas sem critério e ao consumismo em massa, principalmente nos anos dourados do pós Segunda Guerra Mundial.

Em 1972, na Suécia, o conceito de eco desenvolvimento derivou a ideia de desenvolvimento sustentável na Primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente.

Constatou-se nos anos 1970 que o planeta entrou em déficit com os recursos naturais, pois cerca de 20% da população já era responsável por consumir por volta de 80% dos recursos naturais presentes no planeta.

O conceito de sustentabilidade tem sua origem relacionada ao termo “desenvolvimento sustentável”, definido como aquele que atenda às necessidades das gerações presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprirem suas próprias necessidades.

Devido a devastação do planeta terra, também haverá cada vez mais ameaças à saúde das pessoas. Porém, existem recursos financeiros, científicos e tecnológicos suficientes para que possamos alcançar o desenvolvimento sustentável, cabendo aos seres humanos usufruírem de forma  consciente os bens naturais, vide Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ou ODS das  Nações Unidas (2015).

A moda nesse processo de conscientização

Com a Ascenção da Revolução Industrial através das fábricas de tecidos, surgiram as lojas de departamentos e as roupas eram confeccionadas e comercializadas em massa pelo  surgimento da máquina de costura.

A indústria da moda teve uma grande importância na Segunda Guerra Mundial, para equipar os soldados, além do fator econômico impulsionado pelo surgimento do Ready-to-wear / abreviado RTW (ou prêt-à-porter ou pronto para vestir), modelo mundial de fazer novas peças em grande escala e a um custo muito inferior da alta costura, estimulando o estrondoso aumento da produção e do consumo do vestuário no período pós 2ª Guerra.

Com o passar do tempo, preocupações sociais e políticas foram surgindo com a crescente conscientização sobre seus impactos no planeta Terra. Os hippies, por exemplo, mesmo não diretamente, compactuaram com esse processo em relação à moda.

Uma das primeiras peças confeccionadas como ecofashion, o que é chamado de sustentável, foi o vestido feito de papel reciclado, em 1966, pela empresa Scott Paper nos Estados Unidos. Essas peças eram chamadas de “descartáveis” já que eram feitas de papel e o público acabou adotando e várias peças foram encomendadas e vendidas por 1 dólar.

Vestido de papel reciclado Fonte: Império Retrô (2015)

A estilista Katharine Hamnett está associada  às criticas ao exagero e aos impactos que o mundo da moda proporcionou. O início de suas preocupações começou a cerca de duas décadas atrás, próximos aos anos 90, quando tomou conhecimento sobre os impactos gerados pela plantação da fibra natural de algodão, causando danos tanto ao meio ambiente quanto para quem plantava.

Por conta disso, começou o uso do algodão orgânico, que quase não era conhecido na época, por quanto era mais difícil o cultivo, mas que trouxe resultados tornando-a uma importante integrante na evolução das roupas ecológicas.

A estilista ainda realizou campanhas de sensibilização na área e com suas próprias t-shirts com slogans que levavam consciência sobre causas sustentáveis.

Prova que é possível unir ética, política e moda, sendo nomeada “Rainha do verde” pela Vogue Britânica.
Camisetas da estilista Katharine Hamnett Fonte: Harpers Bazaar (2019)

A estilista Stella McCartney (filha de Paul McCartney), em 2002, foi uma das responsáveis por fazer a moda sustentável ser mais relevante, ganhando a devida notoriedade que seria muito falada ao decorrer dos anos.

É conhecida também por seu posicionamento sobre o direito dos animais. Por ser vegana, não utiliza pele e couro em suas peças criadas, mantendo um dever ético com a moda.

Estilista Stella McCartney Fonte: Metrópoles (2019)

A partir de 2006, quando esse mercado se tornou mais sólido, uma série de revistas chiques publicaram artigos e especiais, mostrando produtos ou estilistas.

A Revista Vogue dedicou cerca de dez páginas à moda ética e continua publicando até hoje alguns artigos ocasionalmente sobre o assunto. Outra a seguir o exemplo foi a Vanity Fair, que lançou sua primeira edição destinada a sustentabilidade na primavera de 2006 e seguiu o mesmo caminho da Vogue. A revista Elle também publicou sua primeira edição envolvendo sustentabilidade em 2006, com o conselho aos leitores para limparem suas atitudes com a moda Eco Chic.

Tatler, Grazia, Harper, Red e Woman’s Wear Daily publicam artigos sobre a moda verde. A revista Eve até contratou seu primeiro colunista especializado no tema, e a editora adjunta da Harper’s Bazaar, Harriet Green, passou a cobrir esse assunto.


Palavras-chave: Moda. Sustentabilidade. Design.


AGUARDEM: EM BREVE AS DEMAIS PAUTAS, CONFORME OS SUBTÍTULOS NO ÍNDICE ABAIXO:


1. INTRODUÇÃO
2. MODA E SUSTENTABILIDADE (acima)
3. MARCAS SUSTENTÁVEIS NA MODA
4. PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL NA MODA
5. DESIGN SUSTENTÁVEL NA MODA
6. CONCLUSÃO / SOLUÇÕES VIÁVEIS

Vista uma causa e se embeleze com propósito. 

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