Mulheres no poder!

No Brasil, prevê-se que as mulheres só vão ganhar o mesmo que os homens no ano 2085. Além disso, irão ocupar 51% dos cargos de diretoria em 2126 e a mesma parcela de cargos de alta gestão em 2213. Essas projeções nada animadoras foram divulgadas pela Folha de São Paulo. As brasileiras continuam lutando para conquistar seu lugar no topo da pirâmide no mercado de trabalho. A Forbes, revista de economia e negócios mais conceituada do mundo, publicou a lista anual das mulheres mais poderosas do Brasil. Aliás, ela inclui indivíduos dos mais diversos setores e histórias de vida. Mas apesar das diferenças, essas mulheres empoderadas tem algo em comum! Elas desafiam as estruturas de poder e estão impactando a sociedade como líderes de suas respectivas áreas.
Conheça algumas dessas mulheres poderosas e inspiradoras.

Nina Silva

Mulheres no poder!

Nina Silva

Nina Silva é a criadora e CEO do movimento Black Money, programa de desenvolvimento para o público afroempreendedor. O objetivo principal do programa é estimular inovação entre jovens negros empreendedores.  Com foco em comunicação, educação e novas mídias. Além do Black Money, Nina também trabalha como gerente de projetos na ThoughtWorks, uma consultoria global de tecnologia.
Nasceu em Jardim Catarina, na época uma das maiores favelas do Brasil. Que fica em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. Teve uma infância humilde. Desde nova se inspirou em sua irmã, primeira pessoa da família a ter uma graduação. Aos 17 anos, Nina entrou na faculdade de administração da Universidade Federal Fluminense.

Aos 20, recebeu o convite para participar de um projeto de implementação do sistema SAP. Na época, ela não sabia nada sobre tecnologia. Mas ficou encantada e, autodidata, aprendeu a fazer códigos. No fim do projeto, foi contratada. Hoje, aos 36 anos e executiva de TI há 16, Nina é considerada uma das empresárias mais poderosas do Brasil, segundo a revista Forbes.

Além disso, está na lista das 100 pessoas afrodescendentes mais influentes do planeta. Apesar do currículo extenso, o preconceito e o racismo é algo que continua presente em sua vida. Em entrevista para a ADA, Nina explica que ela era “a cara da diversidade quando a diversidade não era tão bem vista assim” e que, já trabalhando em cargos de gerência, chegou a ouvir frases como “quem é aquela menina ali?” ou “minha gerente é aquela menina”.
Entre as centenas de palestras e sua atuação no Black Money, Nina trabalha para acabar com o racismo e sexismo no mercado de trabalho.

Marta

Mulheres no poder!
Marta é a capitã da seleção feminina de futebol e maior artilheira da seleção brasileira, contando a masculina e feminina. Aliás, com um um total de 117 gols e 102 jogos disputados. Além disso, Marta é a atual melhor jogadora do mundo, tendo em sua coleção seis títulos de melhor jogadora da FIFA (cinco delas, consecutivas).
Natural da cidade de Dois Riachos, Alagoas, Marta cresceu sem o pai. Foi criada pela mãe e pela avó, que, segundo a jogadora, são suas maiores inspirações.

O interesse pelo futebol veio quando ainda era criança, nas peladas do bairro onde morava. Mas desde aquela época o preconceito já era muito grande. Em entrevista para agência EFE, Marta relembra que jogar melhor que os meninos gerava ódio e discórdia, “eles não me aceitavam, me humilhavam (…) todos, incluindo meus irmãos, falavam mal de mim. Os comentários das pessoas me deixavam triste, mas nunca até o ponto de não querer mais jogar futebol”.

Primeiramente, sua carreira profissional se iniciou no Vasco, aos 14 anos. Então, aos 18, Marta foi comprada pelo Umea IK, time da Suécia, onde se destacou. Em 2006, ganhou pela primeira vez o título de melhor jogadora do mundo. Hoje, aos 33 anos, Marta joga pelo Orlando Pride e é mundialmente considerada a “rainha do futebol”. Apesar do título, a alagoana ainda recebe um salário muito abaixo que os homens do futebol, mas diz que a situação melhorou. “É uma grande evolução. Minha história de vida, de luta, de perseverança, de vontade, me transforma em um grande exemplo. Isso, realmente, é o que faz com que me sinta mais orgulhosa”, afirma Marta.

Gabriela Manssur

Mulheres no poder!
Segundo a Datafolha, no ano de 2018, aproximadamente 1,6 milhão de mulheres foram fisicamente agredidas no Brasil. Enquanto 22 milhões (32%) passaram por alguma situação de assédio. Além disso, dentre os casos de violência registrados, 42% aconteceram no ambiente doméstico. Gabriela Manssur é promotora de justiça. Também foi coordenadora do Grupo de Combate a Violência Contra a Mulher do Ministério Público do Estado de São Paulo por seis anos. Certamente a promotora é uma referência na sua área e na luta pelo fim da violência de gênero. “Logo que entrei no MP percebi o alto índice de violência contra a mulher. E naquela época não havia nem inquérito policial para esses casos”, explicou em entrevista à Forbes.

Mas depois da implantação da lei Maria da Penha, em 2006, Gabriela passou a se dedicar especialmente a essa área e hoje faz parte do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica do MP-SP. É representante do MP paulista na Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência doméstica. Em sua carreira, Gabriela desenvolveu diversos projetos como Tempo de Despertar, programa de ressocialização do autor de violência contra a mulher que busca diminuir a reincidência de agressores (hoje o programa é lei). Além disso, há o projeto Tem Saída. Sobretudo, trabalha na inclusão de mulheres vítimas de violência doméstica e em situação de vulnerabilidade econômica no mercado de trabalho.

Mãe de três filhos (Camila, 19, Felipe, 9, e Artur, 6) e autora do blog Justiça de Saia, Gabriela é a definição de “mulher no poder”. Mas afirma que, apesar do trabalho ser difícil, a vontade de continuar é maior quando lembra das mulheres que já ajudou. Mas pensa também nas jovens que querem ser promotoras. Além disso sempre pensa nos seus filhos que aprenderam desde cedo a respeitar as mulheres.

Então, gostou do post? Quem são as mulheres poderosas que te inspiram? Conta para a gente nos comentários!

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